Com ela não parece haver meio-termo, mais ou menos ou o “deixa para depois”. Enquanto fala ao telefone, atende colaboradores e não tira o olho da obra de reforma que está sendo feita no interior de um de seus estabelecimentos. Prática, objetiva e vaidosíssima, a farmacêutica Marister Rigon, 43 anos, é quem está na linha de frente da rede de farmácias Dermapelle há 20 anos. Casada e mãe de dois filhos, parafraseia Vinícius de Moraes defendendo que “beleza é fundamental”, ao se referir à importância de cuidar e gostar de si própria. Quando fala da idade, esbanja otimismo:
 
– Quando a gente é nova tem energia, mas falta maturidade. Me sinto muito bem. Cuido da alimentação, faço atividade física e tomo, sim, várias cápsulas de produtos naturais, mas não troco meus 40 anos pelos 30 e nem pelos 20. Tenho certeza que meus 50 vão ser ainda melhores.
 
Toda essa disposição, foco para os negócios e vontade de empreender estão enraizados na moça que deixou Mundo Novo, localidade do município de Seberi para começar uma nova história em uma cidade que havia pisado uma única vez.

Histórias da Taperinha - História da Marister Rigon

– Eu só tinha vindo para Santa Maria aos 15 anos. Foi em um banco de praça lá da minha cidade que decidi minha vida. Eu tinha 17 anos, estava concluindo o Ensino Médio. Na época, o Banco do Brasil tinha um livro que explicava cada profissão. Eu morava na zona rural e, enquanto esperava o ônibus, li sobre o curso de Farmácia, mais especificamente Farmácia Industrial. Na hora já me imaginei trabalhando e produzindo reações químicas – conta Marister com bom humor.
 
Meses mais tarde, a jovem que acabara de concluir os estudos, sempre em escola pública, ocupava as cadeiras no curso de Farmácia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM):
 
– Meus pais eram agricultores e fui a única dos seis irmãos a ter um curso superior. Pensava: “o pessoal aqui fazendo cursinho e eu lá de Seberi, estou ralada!” Mas passei no vestibular, morei em uma pensão, depois dividi apartamento. Tive que me virar sozinha. Sempre gostei de cosméticos e já no início da faculdade fui atrás de vagas para estagiar e fui muito maltratada. Mas não desisti e acabei o curso. Me formei em um sábado e, no domingo, já estava com o jornal na mão procurando emprego em Porto Alegre. Consegui e nove meses depois, em 1º de outubro de 1996, abri minha primeira farmácia – orgulha-se a empresária, que expandiu o negócio e hoje tem farmácias de manipulação em seis cidades do estado, além de uma indústria de cosméticos em Santa Maria.

Empreendedorismo aliado à persistência

 
Nessa trajetória, Marister, que faz uma analogia entre a vida e a funcionalidade de uma empresa, faz questão em mencionar a Imobiliária Taperinha. Além de ter sido locatária, hoje diz se espelhar na empresa e tê-la como referência:

Histórias da Taperinha - História da Marister Rigon

– Não tenho mais lojas alugadas por eles, mas falou em qualquer assunto sobre o setor imobiliário, a primeira coisa que vem a cabeça é o Claudio e, é claro, da Taperinha. Comparo: para eu chegar aos 40 anos bem, dependo só de mim, de cuidar da minha saúde física, emocional e espiritual. Agora, uma empresa com 40 anos, que com certeza tem seus altos e baixos, depende de uma equipe e só sobrevive se persistir e for muito bem administrada. Em 20 anos com a Dermapelle, tive que lutar muito contra a burocracia de órgãos públicos e muitos, no meu lugar, teriam desistido. Aí vejo a seriedade e o profissionalismo de gente como a Raquel, o seu Máximo e todos lá da imobiliária que me servem como um espelho. Para mim a Taperinha é exemplo!
 
Histórias da Taperinha - História da Marister Rigon
 
Texto: Pâmela Rubin Matge
Fotos e vídeo: Juliano Mendes
 

Confira o Vídeo da Marister