Histórias Taperinha Aline
 
Vamos trabalhar? Foi com esse convite que a efetivação da vaga de emprego de Aline de Fátima Lago Garlet, 30 anos, foi comunicada. Ela lembra que estava dentro de um ônibus, voltando da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
 
– Seria meu segundo emprego, pois eu havia trabalhado somente três meses como telefonista. Durante a seleção para a vaga encontrei, pessoas mais experientes do que eu e pensei que não teria chances. Quando atendi à ligação, a Raquel me disse aquele “vamos trabalhar” de forma bem objetiva. Levei um susto, mas fiquei muito feliz e respondi: claro que vamos! – conta a assessora de locação da Imobiliária Taperinha, que também é formada em Nutrição pelo Centro Universitário Franciscano e tem mestrado pela UFSM.

Histórias Taperinha Aline

E desde o dia que começou a trabalhar na empresa, naquele 4 de dezembro de 2010, ela permanece na mesma função. Mas se engana quem pensa que suas atividades se restringem a um só setor. Ela é a substituta oficial para cobrir as férias de vários colegas, atuando em todas as pontas quando necessário.
 
Essa versatilidade não é encarada com dificuldade. Natural de Pinhalzinho, interior de Nova Palma, e filha única de um casal de agricultores, foi acostumada a fazer um pouco de tudo. Ela conta que auxiliava a mãe nas tarefas domésticas e, inclusive, o pai no cotidiano rural. Já tirou leite, trabalhou na lavoura, debulhou milho e pendurou fumo, atividades um tanto curiosas para quem conhece Aline, delicadíssima nos gestos, moça que ainda conserva o jeito meigo de menina e com frequência fica com as bochechas “coradas de vergonha”. Aliás, falando em vergonha, ela revela:

Histórias Taperinha Aline

– Sempre fui reservada e envergonhada. Foi na Taperinha que melhorei muito esse meu lado, fui perdendo a timidez e aprendi a me relacionar melhor com os outros. Hoje me sinto mais à vontade. Deve ser por eu gostar muito do que faço, da boa relação com os colegas e com os diretores.
 
Com simplicidade e humildade, valores que, segundo a assessora de locação, foram trazidos de suas vivências interioranas e que são imprescindíveis, Aline aprende, ensina e valoriza as trocas que o dia a dia de trabalho a proporciona:
 
– Gosto de acordar cedo, fazer meu mate e vir para a Taperinha. Gosto de dar um oi para cada um dos guris e dar um beijo nas minhas colegas todas as manhãs. Me sinto feliz cada vez que posso ligar para um futuro locatário dizendo que sua documentação foi aprovada ou para um proprietário, avisando que o imóvel foi locado. Pra mim, trabalhar aqui se torna prazeroso!
 
Histórias Taperinha Aline
 
Texto: Pâmela Rubin Matge
Fotos: Juliano Mendes