Aos 30 anos, Tatiane Alves da Silva ainda conserva o olhar de menina e se rende com facilidade a boas risadas. Porém, essa mesma moça parece mudar de postura quando o assunto é sua rotina profissional. Fala com convicção e segurança da responsabilidade que é ocupar o cargo de Gerente Operacional da empresa e do caminho que percorreu até se colocar onde está.
 
Tatiane faz questão de mencionar que a curiosidade e a humildade sempre foram características que a impulsionaram a progredir e o quão importante é ter por perto pessoas para se espelhar.
 
Há cinco anos, ela, que sempre foi muito apegada à família, deixou para trás pai, mãe, irmã e sobrinhos. Deixou sua saudosa Caçapava do Sul e diz ter encontrado na Imobiliária Taperinha a razão para permanecer na nova cidade:

Imobiliária Taperinha Santa Maria RS - História da Tatiane

– Sabe aquelas coisas que tu não entende por que acontecem? Parece que era para eu ficar em Santa Maria. No começo foi difícil, pois não queria estar aqui. Então, ou eu baixava a cabeça e trabalhava da melhor forma possível, ou voltava para casa. O pessoal da imobiliária teve muita compreensão e me deu oportunidades que eu nem esperava. Minha vida deu um giro. Aprendi muito, troquei de faculdade e comprei meu apartamento.
 
E desde que chegou, em abril de 2010, houve mesmo um giro. Muitas foram as mudanças e os desafios que teve de enfrentar, passando por períodos de dificuldade financeira, troca de casa, de amores e de função dentro da empresa.
 
– Trabalhei ali no caixa do financeiro, depois passei para supervisora. Os diretores sempre depositaram total confiança em mim, tanto seu Claudio como a Raquel e mesmo o Zeppe. Cada um com seu jeito. Acho importante ter alguém para se espelhar e admiro muito eles. Dominei os sistemas e fluxos, trabalhei com contas, senhas, bancos, inquilinos e proprietários. Mas meu maior desafio foi quando passei a gerente e tive que separar a amizade do trabalho. Precisei aprender a cobrar coisas dos meus colegas e amigos – coisa que eu não fazia antes – sem perder a boa relação – conta Tatiane.

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Uma trajetória repleta de coincidências e aprendizado

 
Quem começa a trabalhar em 1º de abril lembra, no mínimo, de alguma piadinha que lhe fizeram. No caso da Tati, o fatídico primeiro dia de trabalho teve ainda mais surpresas e coincidências:
 
– Cheguei aqui sem nunca ter locado um imóvel na vida. Não sabia nem a diferença entre locador e locatário. Aí, entrei para uma reunião de apresentação do novo sistema da imobiliária. Eu só olhava para a tela  e não entendia absolutamente nada. Até hoje seu Claudio brinca que nunca vai esquecer a minha cara de apavorada, de quem não voltaria no outro dia. Mas voltei, hoje posso dizer que tenho conhecimentos em todas as áreas aqui dentro e sigo aprendendo todos os dias – avalia a gerente.

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E por falar em coincidência, a mesma tarde em que Tatiane concedeu entrevista para falar de seu dia a dia no trabalho foi também o dia da entrega do seu Trabalho Final de Graduação (TFG), de uma trajetória acadêmica que se confunde com sua história junto à Taperinha. O tema escolhido para selar sua formação: Gestão de Processos para Imobiliárias.
 
– Eu só escolhi isso porque estive aqui dentro. Pude entender de gestão e poderei contribuir na melhora da padronização dos processos imobiliários. Mas, principalmente, vi que o que eu gosto mesmo é de trabalhar com pessoas e isso influenciou eu trocar de curso – de Ciências Contábeis para Administração. Aprendi que não é simplesmente gerenciar, a gente sempre precisa de todo mundo. Não me vejo fazendo outra coisa e hoje me sinto estabilizada. Tenho liberdade e uma empresa sempre de portas abertas para mim. A Taperinha é parte do que sou – pontua Tatiane.

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Entrevista: Pâmela Rubin Matge
Fotos: Juliano Mendes