Valor do condomínio: Todos os fatos que você precisa saber

24 de maio de 2017 Por Taperinha

Morar em um condomínio tem seus pontos positivos e negativos, como tudo na vida, não é mesmo? Por um lado, você divide com o restante dos moradores todos os gastos para obter maior segurança, conforto e bem-estar. Contudo, por outro lado, a convivência não é uma tarefa fácil. Por isso, quando o assunto é condomínio sempre temos algo à falar.

Você tem conhecimento sobre todas as cláusulas da convenção do seu condomínio? O que influência no valor pago mensalmente? Reconhece a importância do seu síndico e além disso, o modo como ele conduz o espaço em que vivem? Se ainda existe alguma dúvida sobre isso, pretendemos saná-las neste post. Para isso, fique atento as dicas e informações a seguir.

  • A quantidade de unidades que serão divididas as despesas, pode refletir no preço que você paga. Tendo em vista que, quanto menos unidades, mais alto será o valor proporcional gasto por cada contribuinte.
  • O estado de conservação do edifício e das áreas comuns também, já que quanto mais velho e mal-conservado, maior a probabilidade de demanda para consertos e reparos.
  • Além disso, o tamanho das áreas comuns e a quantidade de equipamentos para lazer como piscina, sauna e academia. Os condomínios que possuem vasta área de jardinagem também tem o custo mais elevado, pois requerem cuidado e manutenção.

De acordo com o Sindiconet, site considerado o braço direito do síndico, um dos fatores que mais influenciam, atualmente no Brasil, no valor do condomínio é a quantidade de funcionários (65%). Porém, isso é apenas uma estimativa e pode haver variações em razão das características de cada condomínio. Junto disso, vem grandes riscos que você – e todos que dividem essa moradia – devem ficar atentos. Normalmente, as administradoras de codomínios optam por terceirizar uma empresa que forneça os empregados necessários. Com isso, gera-se mais custos. Uma dica, nesse caso, é comparar os preços de mercado para verificar se aquela empresa não está cobrando um valor acima. Além disso, é importante certificar-se que a empresa escolhida, mantém em ordem suas obrigações com os empregados. Pois, caso aconteça algum problema referente a isso, o condomínio também responde pela ação.

Mesmo assim, contratar uma empresa terceirizada torna-se uma ótima opção. Mas, fique sempre em alerta e fiscalize. Solicite e cobre as documentações que comprovem os pagamentos dos direitos dos empregados para que tenha-se uma experiência garantida. Vale salientar que, aquele ditado também serve nesses casos: “o barato que sai caro”. Por vezes, com medo de complicações com as empresas, os condomínios decidem contratar, por exemplo, a Maria, do 202, que está desempregada e disponível para fazer a limpeza. Não se iluda, essas situações acarretam riscos ainda maiores. Questões trabalhistas devem ter atenção redobrada!

Em segundo e terceiro lugar no ranking, estão os gastos relacionados à água (12%) e manutenções (8%) e, por último, energia elétrica.

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DICAS:

• Verifique a procedência dos valores cobrados, principalmente se são compatíveis com os informados no demonstrativo de despesas. Normalmente, esse documento está disponível para consulta no mural do condomínio e/ou em anexo no boleto de pagamento.

•  Observe a presença dos funcionários e a quantidade dos mesmos, a fim de confirmar se todos estão realizando suas tarefas conforme descrito em contrato. Além disso, fique atento as horas extras.

• Seja participativo nas decisões do condomínio, ainda mais se você precisar questionar ou debater alguma escolha. Se proprietário, compareça as assembleias e vote. Se locatário, acompanhe todas as mudanças.

• Cobre do síndico seus compromissos. É ele o responsável por toda a documentação e  por representar judicialmente o condomínio quando solicitado. Deve ser facilitador para uma boa comunicação com os moradores,  zelar pelo patrimônio e boa convivência.

• Leia a convenção do condomínio. É obrigação de cada morador saber as leis que regem aquele ambiente em comum e que todos estejam cientes de seus direitos e  deveres.

É importante ressaltar que, todo condomínio deve ter e realizar anualmente uma previsão orçamentária. Ou seja, ter uma base e um teto previsto para o próximo ano, pois a partir dessa análise é possível calcular o que pode ou não ser gasto e investido pelo condomínio. Para os síndicos de plantão, anexamos uma planilha para ajudá-los nesse processo. Click aqui para baixá-la: previsao-orcamentaria.

A finalidade dos recursos arrecadados pelo condomínio é garantir todo o funcionamento e conservação dos edifícios e áreas comuns. E assim garantir que todos tenham, igualmente, benefícios e responsabilidades. É importante que haja planejamento estratégico, transparência e, claro, a participação efetiva de todos os moradores nas decisões do seu lar. Com isso, já é possível descartar surpresas na hora de pagar ou cobrar o condomínio e sua administração.

Caso você ainda esteja com alguma dúvida, o E agora, Raquel? também já falou sobre isso:

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